O que terá levado alguém a mandar fazer uma réplica do Palácio da Ajuda numa propriedade isolada nos confins do Alto Minho?

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20
Jun

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O que terá levado alguém a mandar fazer uma réplica do Palácio da Ajuda numa propriedade isolada nos confins do Alto Minho?

O que terá levado alguém a mandar fazer uma réplica do Palácio da Ajuda numa propriedade isolada nos confins do Alto Minho? 
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Foi erguido nos primeiros anos do século XIX, tendo as obras se prolongado até 1834. Embora não haja provas evidentes sobre quem foi o autor de seu projeto, este tem sido atribuído a Carlos Amarante, à época, um dos mais importantes arquitetos em atividade no norte do país.

Pertenceu inicialmente a Luís Pereira Velho de Moscoso, nascido em 29 de novembro de 1767 e casado com Maria Cleófa Pereira Caldas, de Badim. O palacete existente no Largo do Caldas em Lisboa era propriedade da família. Não pertencendo à nobreza, Luís de Moscoso não podia construir um palácio com quatro torres e, para esse fim, pediu autorização ao rei para construir a terceira torre. Luís de Moscoso morreu em 1837. As obras prosseguiram sob a direção do seu segundo filho, Simão Pereira Valho de Moscoso (1805-1881), e estima-se que terão custado cerca de 400 contos de réis[1]. Este morreu sem descendência. Por falta de parentes próximos, o palácio foi herdado pela família Caldas de Lisboa. Sabe-se que a D. Joana Caldas foi a sua terceira proprietária. Seguem-se tempos de abandono e degradação.

Por volta de 1901, o palácio foi vendido em hasta pública a Pedro Maria da Fonseca Araújo (1862-1922), presidente da Associação Comercial do Porto, que lhe realizou amplas obras de restauro, projetadas pelo arquiteto Ventura Terra. O imóvel foi enriquecido com uma capela palatina e um teatro, as paredes do átrio e da escadaria foram revestidas com azulejos, os jardins e o bosque foram reformados, além da construção de um lago. As obras nos jardins e diferentes zonas da quinta foram levadas a cabo pelo horticultor e jardineiro portuense Jacinto de Matos.[1]

Em 23 de junho de 1910 foi classificado como Monumento Nacional.

Com a morte de Pedro Araújo em 1922, voltou a decadência ao palácio.

Em 1937, o imóvel foi vendido a Francisco de Oliveira Pais, de Lisboa, seu quinto proprietário. Na década de 1960, por falência deste, o palácio foi adquirido pelo companheiro de sua filha, Feliciano dos Anjos Pereira, que fez construir uma moderna adega e, em 1977, lançou no mercado, com grande sucesso, uma marca própria, o vinho Alvarinho "Palácio da Brejoeira".

O Palácio pertenceu a Maria Hermínia Oliveira Paes (21 de janeiro de 1918 – 30 de dezembro de 2015 (97 anos)), filha de Francisco Paes. Maria Hermínia foi casada Feliciano dos Anjos Pereira (2 do Outubro de 1894-Julho de 1981). Não tiveram descendência. Feliciano dos Anjos Pereira, casado em segundas núpcias com Maria Hermínia, teve descendência do seu primeiro casamento com Maria Marta Assunção (falecida em Junho de 1979).

Em 2010 o palácio abriu ao público em visitas guiadas.

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